quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

ASSASSINATO DA ESTUDANTE AMÉLIA VITÓRIA NÃO É FATO ISOLADO! QUEM SÃO OS CULPADOS?

O bárbaro assassinato da estudante Amélia Vitória em Aparecida de Goiânia é reflexo do descaso dos Poderes Públicos para com os Direitos do Povo! Não há transporte público que proporcione um deslocamento para as escolas, neste caso, a Estudante caminharia mais de 30 minutos somente para chegar na escola, superando 1 hora de deslocamento com o retorno! Não há roçagem do matagal nas ruas da periferia da Região Metropolitana, o que, somado com a longa caminhada, proporciona vários pontos de abordagens de todo timpo de delinquência. A patrulha policial é impotente para coibir este tipo de crime, dados oficiais e, portanto, subestimados, do Disque 100, indicam que nos quatro primeiros meses de 2023 foram registradas, ao todo, 69,3 mil denúncias e 397 mil violações de direitos humanos de crianças e adolescentes, das quais 9,5 mil denúncias e 17,5 mil violações envolvem violências sexuais físicas – abuso, estupro e exploração sexual – e psíquicas. Portanto, quem são verdadeiros culpados de todos estes abusos e violência contra nosso povo?

Os trabalhadores da Escola Municipal Sebastiana Lourenço Camilo, em Aparecida de Goiânia, onde Amélia Vitória estudava, em sua justa revolta e luto, organizaram uma manifestação para exigir mais segurança para nossas crianças e jovens. O Comando de Luta endossa a luta dos trabalhadores da educação e da comunidade escolar e convocamos todas as Unidades Escolares a prestar solidariedade ao luto da família e da E. M. Sebastiana Lourenço Camilo, para manifestarmos contra as precárias condições de transporte público para nossas crianças, cobrando a roçagem das ruas e lotes baldios pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia, e demais lutas da comunidade escolar.

A violência contra jovens e crianças é sistemática, conforme comprovam os próprios dados públicados pelo Disque 100. Os governos de turno não têm nenhum interesse na defesa da população pobre de nosso país. Esse infelizmente não é um fato isolado, as crianças das camadas populares não possuem segurança nas ruas, e muitas vezes nem dentro de suas casas, quando são vítimas dos próprios familiares ou pessoas próximas.

Frente a casos horrendos como esse da Amélia Vitória, sempre é a mesma cena, aparecem politiqueiros de todos os cantos e se pronunciam consternados, mas de fato, o que muda? Nada! Todos fazem parte desse sistema, onde a justiça e as políticas para o povo pobre não são levadas a sério. Frente a isso, devemos resistir e nos organizarmos para manifestar e denunciar em cada Escola, CMEI e EMEI os problemas que nossos jóvens estão passando. Sabemos que só o Povo organizado pode repelir e garantir seus direitos.

É importante ir à raiz do problema! Observamos que esses casos não cessam, pelo contrário, só aumenta a violência contra o povo pobre. Precisamos entender a realidade para denunciar a impotência das “autoridades” e principalmente nos organizarmos para a mudança, devemos coletivizar e debater os problemas de cada família nas escolas, pois a solução para estes problemas só sairá com a ajuda mútua do Povo, visto que, das "autoridades" só recebemos demagogias e desrespeitos aos direitos.

Não há soluções fáceis, mas até quando vamos sofrer isoladamente a dor de perder uma filha do povo de forma tão bárbara e cruel? Devemos organizar e lutar pelos direitos de nossas crianças e de nossos estudantes, e jamais cair atrás de campanhas cínicas por aqueles em posições de autoridade que são responsáveis pelas condições que reproduzem a violência.


ABAIXO O CINISMO E AS DEMAGOGIAS DAS AUTORIDADES QUE NADA FAZEM PARA GARANTIR A SEGURANÇA DE NOSSAS CRIANÇAS!

TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO E COMUNIDADE ESCOLAR, UNÍ-VOS!



NÃO QUEREMOS “ALGUMA COISINHA”, QUEREMOS TODOS OS DIREITOS NOS SALÁRIOS MENSALMENTE!

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia vem a público se manifestar sobre boatos a respeito de um abono que seria pago a todos os servidores da rede de educação desde meados de novembro. Boato esse, que foi confirmado pelo próprio prefeito Vilmar Mariano em um Seminário da Educação Infantil, no dia (01/12) fazendo do evento educacional palanque para suas pretensões políticas dizendo que "vai sair qualquer coisinha" traduzindo em miúdos, uma migalha jogada aos servidores que aguardam há anos por valorização e reconhecimento. 

Desde 2013, ainda no mandato de Maguito Vilela, servidores aguardam progressões verticais e desde 2015, após uma exitosa greve no município, aguardam progressões horizontais, licenças prêmios, dentre outros direitos assegurados (e não cumpridos) pelo plano de cargos e salários, bem como, quase 19% a menos no piso nacional do magistério. 

Enrolar os servidores com falácias e migalhas denominada de "bônus" tornou-se uma prática entre os prefeitos do município em véspera de ano eleitoral, assim como fez seu também antecessor, Gustavo Mendanha.

Os salários dos servidores da educação de todos os segmentos da Categoria (professores, agentes e administrativos) estão tão defasados e o plano de carreira sem cumprir que esse dinheiro chega e provoca um frisson, é claro. No entanto, se estivéssemos recebendo nossos honorários corretamente não haveria necessidade desse bônus como moeda de troca para as eleições. 

Companheiras e companheiros da educação, não nos deixemos iludir e cegar com esse bônus, que nem de longe repara nossos prejuízos financeiros ao longo de mais de uma década do governo MDB e tantas outras manobras impetradas pelo poder público para enganar os trabalhadores. Estejamos alertas, em posição de luta e firmes no nosso propósito que é o cumprimento do nosso plano de carreira como forma de garantir e manter uma educação pública, gratuita de qualidade e que sirva ao povo. 

Em luta sempre! 

Lutar e resistir!



terça-feira, 5 de dezembro de 2023

TODO O APOIO A LUTA DOS ADMINISTRATIVOS DA EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA

TODO O APOIO A LUTA DOS ADMINISTRATIVOS DA EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA 

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia, apoia a luta dos administrativos da educação do município de Goiânia.

Saudamos as trabalhadoras e trabalhadores que se levantam para fazer cumprir seus direitos, que assumem suas lutas por suas próprias mãos e que estão em luta por um plano de carreira justo que realmente eleve seus salários, pelo pagamento da data base de 2023, e todas as outras demandas.

A luta pelo cumprimento dos direitos também é uma luta pela qualidade da educação, como dizer que a educação é valorizada se seus trabalhadores não são?

Sentimos muito por o "sindicato oficial" ter conseguido fazer em Goiânia o mesmo que fizeram em Aparecida  em 2014. Apartar a luta: dividir a categoria em 2 segmentos, administrativos e professores e chamar apenas um deles para esse momento de batalha. 

Muita força ao SIMSED que tem tentado conscientizar toda a categoria a paralisar suas atividades. Afinal a luta é de todos. 

Chamamos toda categoria da educação de Aparecida de Goiânia a apoiar a luta de nossos colegas administrativos de Goiânia.

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!



segunda-feira, 21 de agosto de 2023

CONVOCAÇÃO PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA COM PARALISAÇÃO

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia convoca toda categoria a somar esforços com todos os/as Profissionais da Educação na audiência pública que discutirá a PL n°084 de 10/07/2023 da Reforma da Previdência. Paralisando as atividades pedagógicas na quinta-feira, dia 24/08/2023.

O projeto de sucateamento da educação é constante, é necessário que todos tomem parte e segurem com firmeza as rédeas dessa luta.

Juntos não deixaremos mais um projeto desse pacote de maldades passar!


Nenhum direito a menos!

Perde menos quem luta mais!



terça-feira, 13 de junho de 2023

PARALISAÇÃO DOS ADMINISTRATIVOS CANCELADA

O Comando de Luta informa que, por motivos de força maior, a paralisação dos administrativos que estava marcada para dia 14 de junho foi cancelada.




quarta-feira, 7 de junho de 2023

TODO APOIO A PARALISAÇÃO DOS ADMINISTRATIVOS DA EDUCAÇÃO

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia repudia a forma como os servidores administrativos da educação estão sendo tratados pela Secretaria Municipal de Educação e Prefeitura de Aparecida de Goiânia. 

Estes servidores parecem invisíveis aos olhos da SME e da Prefeitura. Representam grande parte da categoria de trabalhadores da educação, e acumulam perdas a cada ano que passa, uma defasagem salarial absurda para um servidor municipal.

Além do não cumprimento com os direitos salariais, por parte da gestão da cidade, muitos têm que trabalhar dobrado para suprir a falta de profissionais na rede, uma sobrecarga de trabalho que gera acúmulo de função e adoecimentos. São funcionários da rede, têm seu plano de carreira próprio e merecem ser reconhecidos e respeitados como o que são: educadores!

Mas ao contrário, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia segue ignorando esse e  os demais segmentos da categoria, não cumpre com o plano de carreira dos servidores, formando uma bola de neve de negligência de direitos. 

Diante disso, os servidores administrativos chamam uma paralisação com assembléia para o dia 14/06 às 9h, em frente à Cidade Administrativa, abaixo segue tudo que é devido e exigido.

- Alteração no Plano de Carreira dos Administrativos (Lei complementar 95/2014);

- Reajuste salarial Justo, respeitando a diferenciação de 12% entre 1 nível e outro.

- Adequação da Progressão horizontal (todos devem ir automaticamente para a Letra F, como previsto no PCCV);

- Reajuste do Vale Alimentação;

- Insalubridade para os ASDs na mesma proporção que os ASDs do Aparecida Prev estão recebendo;

- Periculosidade para Merendeiros;

- Alteração na Jornada de trabalho de 60 horas, exclusivo para os Administrativos que exercem a função de Coordenador geral.

-  Equiparação salarial das agentes educativas, promessa era até abril. 

- Mudança para o pedagógico, pois todo o trabalho das agentes é pedagógico e não administrativo.                                                            

- Valor da extensão de carga horária igual aos que estão trabalhando pelo processo seletivo.

A Prefeitura concedeu apenas 4% de reajuste para os servidores administrativos, isso é uma vergonha! 

Para nós, do Comando de Luta, é urgente que a Prefeitura inclua os administrativos das escolas, Emeis e Cmeis na proposta de reajuste indicada pelo MEC, de 14,95%. É inadmissível que estes educadores(as), tão essenciais no cotidiano das instituições escolares, sigam ignorados e desvalorizados.

Quanto aos professores, recebemos o piso em partes e atrasado novamente. E apenas isso! Assim, como os demais segmentos da categoria estamos arcando com perdas salariais há uma década, com direitos negligenciados pela prefeitura desde o início da gestão MDB na cidade. O plano de carreira não tem nos garantido a progressão (vertical e horizontal) que automaticamente melhoraria nosso salário, não tem garantido as licenças devidas: prêmio, aprimoramento e interesse particular. E, muito menos um vale transporte para nos deslocarmos de casa ao trabalho como é direito de todo trabalhador.

Vamos juntos, mostrar que os trabalhadores da educação de Aparecida de Goiânia, lutam pelo que é justo, que não esquecemos TUDO que é devido e seguiremos cobrando até o último direito ser cumprido.


Nenhum direito a menos!


Por uma educação, pública, gratuita, de qualidade e que sirva ao povo!




quinta-feira, 18 de maio de 2023

NOTA DE REPÚDIO À PERSEGUIÇÃO DE PROFESSORES (AS)

Nesta última semana, uma professora do Colégio Expressão, em Aparecida de Goiânia, foi demitida após Gustavo Gayer divulgar em suas redes sociais uma foto dela usando uma camiseta escrito “Seja marginal, seja herói”, expressão que faz alusão à obra de Hélio Oiticica e que virou um dos símbolos de combate à Ditadura Militar.

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia, repudia a injustiça e perseguição cometida contra a professora pelo atual deputado Gustavo Gayer, que destila seu ódio contra os professores (as) nas redes sociais e em seus projetos contra os mesmos e a educação.

As perseguições do deputado não penalizam somente os (as) professores (as) que têm sua prática pedagógica docente censurada, como também impossibilita a formação crítica e reflexiva dos alunos (as), limitando o campo de observação. 

Precisamos nos posicionar também, em relação a postura da escola onde a professora trabalhava, que emitiu nota mencionando que “a escola não é lugar de propagar ideologias políticas, religiosas ou preconceituosas”, mas logo em seguida demitiu a professora por telefone por medo de quebrar. Qual é o verdadeiro papel da educação? Se não, ajudar os seus alunos (as) a serem observadores, críticos, pesquisadores, a lutar sempre por um mundo mais justo e democrático. Como ensinar isso demitindo uma professora que agiu de uma forma democrática?

É um completo absurdo!

Gustavo Gayer, um deputado eleito pelo povo, mas que trabalha pela destruição da educação, enquanto no Brasil existem quase dois milhões de pessoas de 11 a 19 anos que não estão frequentando as escolas por conta de trabalho infantil e dificuldades de aprendizagem como os principais motivos da evasão escolar. Não vamos longe! Aqui em Aparecida de Goiânia, a Defensoria Pública Estadual chega a receber 40 denúncias diárias por falta de vagas nos Cmeis, as filas de espera são enormes e demoradas. Que medidas ele está tomando contra esses absurdos? Que medidas o mesmo tem tomado ante as diversas turmas fechadas pela educação estadual? Qual o real interesse desse politiqueiro? É com o povo? Claro que não!

Essa investida do velho Estado reacionário é contra toda educação e seus trabalhadores, é contra o povo e sua formação e conscientização política. 

O chamado da luta é urgente! Num momento que temos frequentes ataques aos direitos mais básicos do povo, como educação e saúde públicas, e de reacionarização do Estado burguês que só serve ao latifúndio e ao imperialismo. É necessário erguer alto as bandeiras de defesa das liberdades democráticas, e de uma educação pública que sirva ao povo.

Nós, trabalhadores da educação, precisamos nos unir, transformar cada escola em local de resistência contra essas políticas absurdas, unindo estudantes, professores, funcionários, pais e toda a comunidade em defesa da escola pública e pelo direito de estudar e aprender!