quinta-feira, 28 de outubro de 2021

ATO PELO RETORNO DAS DOBRAS, AUXÍLIO LOCOMOÇÃO, LICENÇAS E OUTROS

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia, convida todos os servidores para um ato na Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Pelo retorno das dobras, pelo auxílio transporte, licenças, piso, data-base, progressões, titularidades e etc. Vamos juntos lutar por nossos direitos!


Dia 29-10-2021 às 11h na Prefeitura de Aparecida de Goiânia


Lutar e resistir sempre!



terça-feira, 26 de outubro de 2021

CONVITE PARA REUNIÃO

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia, convida todos os trabalhadores da educação para mais uma reunião virtual.


Dia 27/10/2021 (quarta-feira)

às 19h

Pelo Google Meet


Pauta:

  • Pelo direito as dobras.
  • licenças.
  • Auxílio locomoção.
  • Outros 
* O link será disponibilizado às 18h.




DENÚNCIA DAS DOBRAS

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia recebeu diversos denúncias de professores que fazem dobras, que em pleno exercício de seu trabalho, sem nenhum aviso prévio, estão sendo retirados de suas salas para dar lugar a novos professores que entraram por meio do processo seletivo.

Segundo tais denúncias, esses professores ouviram do próprio secretário de educação, que mesmo havendo processo seletivo, suas dobras não seriam  cortadas, uma vez que há um déficit muito grande de professores na rede e o número de vagas não supriria a defasagem. Mas isso não está acontecendo, pois a SME está lotando as pessoas aprovadas em vagas que há professores trabalhando, prejudicando, em demasia, os alunos da rede.

Ainda, de acordo com as denúncias, há pessoas do processo seletivo, retirando vaga das dobras, a mando de padrinhos políticos. Os professores chegam às instituições para trabalhar e são comunicados que a vaga será, a partir daquele momento, de outro professor,  demonstrando, mais uma vez,  uma extrema desorganização, desumanidade com os profissionais que dependem desse trabalho e, principalmente, com os alunos que ficam extremamente prejudicados com essa troca de professor.

Segundo os relatos dos denunciantes, os mesmos até tentaram realizar a inscrição para o processo seletivo na secretaria de educação, mas foram barrados  e informados que não seria autorizada a participação nesse processo e que, supostamente, teriam seus postos de trabalho assegurados.

Sabemos que a educação em Aparecida de Goiânia possui um déficit enorme, visto que há oito anos a rede não promove concurso público para suprir essa demanda, bem como para outros cargos e funções na educação. Os professores da rede, assim como demais servidores da pasta,  estão com salários defasados devido ao não pagamento de seus direitos, como piso salarial, data-base e progressões, o que leva a procura por dobras para complementar a renda.

O Comando de Luta repudia a forma como a SME retira os professores de seus cargos, e estes serem usados como moeda de barganha entre políticos que não possuem nenhum compromisso  com o serviço público e com o povo.

Além disso, convoca aos servidores para se mobilizarem para cobrar os direitos há muito tempo negligenciados pelo prefeito Gustavo Mendanha e sua gama de secretários. 

Resistir e lutar por uma educação pública, gratuita de qualidade e que sirva ao povo!



sexta-feira, 15 de outubro de 2021

PRESENTE DO GUSTAVO MENDANHA NESSE DIA DOS PROFESSORES!

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia, saúda as professoras e os professores em seu dia, momento de celebrar nossa resistência e de lutar por uma educação pública, gratuita e de qualidade.

Nesse 15 de outubro, o prefeito Gustavo Mendanha, presenteia a categoria com a autorização de retorno presencial de aula com 100% dos alunos e alunas em sala, a partir de segunda-feira,  dia 18-10-21. De forma dissimulada, finge se preocupar com o contágio da covid-19, uma vez que pede para as escolas garantirem o distanciamento de 1m entre os alunos e de 2 m entre esses e seus professores.

Sabemos que isso é IMPRATICÁVEL na maioria das escolas, pois essas têm um número enorme de alunos por sala e os seus espaços são pequenos. Ou seja, o prefeito decreta o impossível!

Então, como comemorar, dada a situação histórica de desvalorização dos (as) professores (as) em nosso país? Baixos salários, jornada de trabalho exaustiva, controle da prática docente, retirada de direitos trabalhistas e adoecimento dos profissionais.

Somam-se a todos esses agravantes a pandemia da Covid-19, que colocou novos desafios aos professores, com o ensino remoto, precarizando ainda mais o trabalho docente e a aprendizagem dos alunos, submetendo cada vez mais a escola e os estudantes à lógica do capitalismo.

Esse 15 de outubro, é dia de celebrar a LUTA dos professores e professoras, que são resistência diante de todos os ataques do governo nacional, estaduais e municipais. São estes, que garantem e lutam pela educação dos filhos do povo, e que são exemplo para todos os outros.

A maioria das histórias de vida no mundo tiveram a importante contribuição de um professor (a), não somente histórias "famosas", mas principalmente de todas as outras, do João, da Maria, de todo povo que teve a oportunidade de ter acesso a um professor (a) comprometido (a), que apesar de todos os obstáculos consegue fazer diferença. Nenhum outro profissional tem o poder de impactar o futuro como o professor (a).

Ser professor e transformador é ser hoje a resistência!!!



segunda-feira, 4 de outubro de 2021

ESTAMOS PAGANDO PARA TRABALHAR! PELO AUXÍLIO LOCOMOÇÃO JÁ!

Você servidor da educação de Aparecida de Goiânia, está pagando para trabalhar!

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia, chama as trabalhadoras e trabalhadores da educação para reivindicarem seus direitos, entre eles, o Auxílio Locomoção.

Esse auxílio tem por finalidade o custeio de despesas dos servidores públicos com a locomoção para o trabalho por veículo próprio ou coletivo.

Nossos municípios circunvizinhos, após diversas lutas, conseguiram esse direito.  Somente Aparecida de Goiânia não paga. A pasta da educação recebe funcionários  residentes de municípios de toda região metropolitana que se deslocam por diversos quilômetros para chegar em suas instituições. É um absurdo não receberem este auxílio até hoje!

A maioria dos trabalhadores faz jornada dupla para conseguir se sustentar, pois a prefeitura não paga os direitos dos trabalhadores, ficam com o que é nosso há anos. 

Estamos em meados de outubro e em nenhum momento sequer, o prefeito Gustavo Mendanha, falou em pagar o piso 2021 ou data-base dos servidores  administrativos.

Ainda temos que nos desdobrar para garantir xerox, materiais pedagógicos, internet e agora os EPIs para nosso trabalho. Ademais, com o retorno presencial das aulas,  acrescentamos mais uma despesa: o valor da locomoção, que está pesando, e muito, nos bolso dos trabalhadores, desde sempre e principalmente hoje com o valor absurdo dos preços do combustível. Se colocarmos na ponta do lápis nossos gastos constataremos que estamos sim, pagando para trabalhar.

Além disso, ainda há o dilema das remoções que são sempre negadas pela secretaria sem nenhuma justificativa. Todos os anos, diversos funcionários pedem remoção para instituições mais próximas de suas casas, e muitas vezes sabem que existem as vagas, mas sempre é negado o pedido. Quais as motivações para isso? Por que algo de interesse de muitos funcionários é sempre negado?

Com novas altas nos preços, motivadas pela crise geral do capitalismo burocrático brasileiro, os alimentos, combustíveis, gás de cozinha, água e energia continuam a bater recordes de alta, tudo isso por causa dos interesses dos grandes burgueses e latifundiários, que lucram com a situação de fome e miséria do povo.

De mais a mais constatamos a economia que o governo conseguiu durante todo esse período de pandemia com o trabalho remoto. Dados do anuário da educação comprovam que houve uma economia de 20 bilhões de reais nos gastos com educação em 2020, segundo levantamento do próprio Ministério da Economia, divulgado em agosto, o governo federal economizou R$ 1,419 bilhão com o trabalho remoto de servidores públicos durante a pandemia da Covid-19.

Não podemos aceitar calados todas essas chicotadas que estamos tomando!

É um absurdo, que depois de todos os gastos que assumimos com o modelo remoto, com toda a economia que tiveram durante a pandemia, não paguem os direitos dos trabalhadores da educação!

Sem piso, sem data-base, sem progressões verticais e horizontais, sem auxílio locomoção, sem licenças, atestados médicos sendo negados, e com aumentos absurdos em todos os itens.

Se não lutarmos seremos engolidos!

Exigimos nossos direitos!

Exigimos o auxílio locomoção!



quarta-feira, 18 de agosto de 2021

ESCLARECIMENTOS AO PREFEITO BLOGUEIRO

Esclarecimentos ao prefeito blogueiro

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia vem a público se manifestar acerca das declarações desrespeitosas aos professores que aconteceram durante a última live do prefeito Gustavo Mendanha. E ainda solidarizar com os  servidores e servidoras da E. M. Guiomar Rosa publicamente citada na live.

Que prefeito é esse que  não sabe como a educação de seu município funciona? Um prefeito que não pagou o piso salarial e data base, que não sabe que suas escolas estão sucateadas, que os trabalhadores da educação pagam o combustível e internet para trabalhar e que trabalham muito mais do que são remunerados, tanto nas instituições, quanto em suas casas.

Onde o prefeito estava que não sabia de todas essas demandas da educação? Fazendo propaganda na TV, dizendo que em Aparecida tudo está lindo, inclusive a educação! Agora ele diz não conhecer nada?

Suspeitamos  primeiramente de que essa pessoa, mãe de aluno da escola supracitada, foi escolhida a dedo, no intuito de expor os servidores e servidoras. Uma maneira vil e cruel de perseguir a escola que foi palco de denúncias das péssimas condições das instituições diante do retorno das aulas presenciais, inclusive de vários casos de contaminação entre os trabalhadores. 

Gostaríamos de esclarecer que a E.M. Guimoar Rosa, bem como as demais instituições escolares não receberam EPIs para alunos e servidores. Cada um desses sujeitos providenciou seu próprio equipamento: máscara, álcool 70%, capote, faceshield, luvas, entre outros. Da mesma maneira que, durante todo o ensino remoto, a prefeitura e SEMEC também não arcaram com nenhum custo dessa modalidade de ensino, tudo ficou a cargo de alunos e professores. A secretaria de educação, em 1 ano e meio de pandemia, não se preparou de maneira eficaz para receber as crianças e servidores no retorno presencial. 

Foi determinação da Semec que as escolas recebecem  presencialmente 30%  das crianças por semana, divididos em grupos,  por 4 dias durante 4horas e, que às sextas-feiras, durante 2h os professores atendessem  aos alunos que estariam em ensino remoto, no rodízio ou por entender que não é o momento de retorno diante das novas variantes e a possibilidade de uma terceira onda de casos e óbitos.

O prefeito demonstra desconhecer essa diretriz da secretaria de educação, a maior pasta pública do município, dizendo que iria conversar com o responsável pela mesma. Saindo pela tangente, como sempre faz ao ser confrontado. Não defendeu os servidores e servidoras e deixou que fosse dito que "os pais estão dando aula no lugar dos professores", será que o prefeito pensa que "dar aula" é apenas explicar ou auxiliar uma criança em uma atividade? Onde ficam o planejamento das aulas e das atividades? A correção, a revisão, a avaliação, o replanejamento, o lançamento no gemul e a alimentação da plataforma AVAP?  Que também não foi inventada, nem implantada pelos professores. Tudo foi uma determinação da SEMEC com o aval do prefeito. Por que o prefeito não defendeu sua própria gestão da educação? Ou será que o mesmo anda tão ocupado com lives, mídia e viagens aos municípios goianos que têm deixado de governar a cidade? 

Essa pessoa que fez o desabafo, colocou pra fora, de forma equivocada, suas angústias e dores sobre o ensino remoto que também são compartilhadas pelos  professores e professoras, que desde abril de 2020 têm se desdobrado para ensinar de uma forma totalmente nova. Transformando sua casa em sala de aula, abrindo sua própria privacidade para dezenas de famílias de alunos, arcando com os custos e  inclusive divulgando seu número pessoal de telefone e email, trabalhando muito mais que as tais 30 hs semanais para quais somos remunerados. 

Devemos sim, cada um de nós, enquanto cidadãos cobrar uma educação de qualidade para os estudantes aparecidenses, porém devemos reconhecer que professores e famílias seguraram a educação com sangue e suor durante todo esse tempo. E que a prefeitura não fez o mínimo que deveria ter feito durante todo o tempo de fechamento das escolas. 

A educação está em luta, prefeito, a culpa é sua!



segunda-feira, 9 de agosto de 2021

AULAS PRESENCIAIS SEM IMUNIZAÇÃO PLENA E SEM EPI'S, NÃO!

O Comando de luta da educação de Aparecida de Goiânia repudia a forma como a Semec vem impondo o retorno das aulas presenciais, sem a  imunização  completa dos profissionais da educação e do povo, sem qualquer protocolo sanitário e EPI's, em meio a novos casos devido à variante Delta que já ataca nosso país e o mundo.

Entendemos a necessidade do retorno das aulas presenciais para um aprendizado de qualidade. No entanto, medidas sanitárias incompatíveis podem resultar no aumento da mortalidade de profissionais da educação, de nossas crianças e suas respectivas famílias.

Depois de mais de um ano afastados do ambiente das instituições, retornamos, e nos deparamos com escolas e Cmeis sujos, sem nenhuma adaptação para o enfrentamento a Covid, com os mesmos problemas de sempre, poucos banheiros, salas apertadas e mal ventiladas, janelas emperradas e vários outros problemas gravíssimos que podem ajudar na proliferação do vírus. 

Os professores serão obrigados a atender seus alunos de forma híbrida: atendimento presencial de até  50% dos alunos concomitante com o atendimento online, algo que é extremamente difícil por todas as particularidades que o fenômeno de ensinar e aprender exige em uma escola pública. Além disso, não contamos com internet nas instituições e muito menos aparelhos adequados para esse atendimento.

De acordo com os planos de contingência, que todas unidades de ensino precisam seguir para voltar ao trabalho presencial, os equipamentos essenciais para o início das aulas são máscaras, face shield, borrifador, termômetro, avental e álcool 70%. Na rede o que temos é uma irrisória verba destinada à compra desses materiais, que foi insuficiente, como sempre. Os trabalhadores da educação, mais uma vez terão que tirar de seu salário, para comprar todos esses itens. A semec não forneceu EPIs nem mesmo aos alunos. 

E, além disso, as famílias que decidirem por autorizar o retorno de seus filhos (na maioria são as que não têm outra opção) deverão assinar um termo de responsabilidade. Mais uma vez, o prefeito Gustavo Mendanha, juntamente com a SEMEC,  lava as mãos de suas incumbências e às jogam ao povo e à comunidade escolar. 

O Brasil enfrenta problemas gravíssimos em relação à falta de investimentos para as escolas públicas, e em Aparecida de Goiânia não é diferente, não podemos fechar os olhos para as instituições que não possuíam condições aceitáveis mesmo antes da pandemia, condições estas, sempre denunciadas por nós, que hoje só pioraram.

Outro agravante é que durante todo o período do ensino remoto (15 meses) a prefeitura sequer forneceu aos alunos e aos servidores qualquer ajuda de custo. Esses sujeitos arcaram com os gastos de internet, energia, aparelhos e outros. Agora com o retorno, não tem sido diferente: as famílias e servidores é que providenciarão seu EPI. Os professores nem ao menos recebem vale transporte, como os demais trabalhadores, para se deslocarem de casa ao trabalho. Arcam há anos com o custo da locomoção de um lugar a outro. 

Segundo o anuário da educação, houve uma economia de 20 bilhões de reais nos gastos com educação em 2020, dinheiro este que deveria ter sido investido na estrutura das escolas, na adequação para o retorno presencial. Tudo isso faz parte da política de precarização desse Estado e dessa prefeitura.

Se estavam organizando um retorno por que não adequar as instituições para receber os trabalhadores e o alunado? Se estavam querendo voltar em agosto por que não imunizaram os servidores em tempo hábil para o retorno presencial? O que custa esperar mais um pouco? Isso é prova de que o prefeito pouco se importa com a vida dos servidores da educação ou com a comunidade. E qualquer morte dos trabalhadores da educação ou das famílias da comunidade escolar estará nas mãos dessa prefeitura.

Vacina para todo o povo já!

Retorno presencial somente com a população adulta e adolescentes vacinados!  

Defender  educação e   saúde públicas adequadas a todo povo!