segunda-feira, 1 de junho de 2020

DOCUMENTO ENTREGUE AO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO NA REUNIÃO


SINDICATO COMANDO DE LUTA DA EDUCAÇÃO DE APARECIDA DE GOIÂNIA CNPJ: 24 534 261 0001 50

Contato: (62) 981449407/993384933


O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia vem através deste documento discutir com o Secretário de Educação, Cultura e Turismo de Aparecida de Goiânia,  na pessoa do Sr. Wanderlan Renovato sobre reivindicações da categoria há muito tempo não atendidas por essa secretaria.

Estamos findando o mês de maio, quase iniciando o mês de junho e ainda não se falou em piso para os professores, nem data-base para os administrativos. É sabido por todos que a verba  para a educação do município é federal, através do FUNDEB que é disponibilizado para pagamento logo no mês de janeiro, e que a prefeitura sempre delonga por pagar apenas em maio, lesando os professores por meses. A data-base também paga em maio aos administrativos também já é pensada, ou deveria, ser no orçamento do início do ano, portanto o pandemia do Coronavírus não pode ser usada como motivo para o não cumprimento desse compromisso com os trabalhadores.

Tantos outros direitos vêm sido retirados ou negligenciados ano a ano aos servidores, fazendo que esses se desanime cada vez mais com a educação, com seu sustento e de seus familiares.
Gestores de estado, município e nação não podem olhar apara a educação dos filhos dos trabalhadores como um gasto. A educação é um investimento e uma nação só prospera se essa for de qualidade para o povo.

Diante disso elencamos vários pontos que precisam ser discutidos entre o gestor da pasta da educação e a categoria:

Incorporação do piso 2019;
Piso 2020;
Data-base dos administrativos;
Progressões verticais e horizontais não pagas desde 2013;
Titularidades;
Licenças;
Déficit de funcionários (professores, professores de educação física, assistentes, agentes educativos, auxiliar de serviços diversos, secretaria, merendeiras bibliotecários e outros);
Redução de alunos em sala;
Retorno do planejamento as sextas-feiras;
Aulas não presenciais/questionário;
Matemática inteligente e outros projetos.

Atenciosamente,
                        COMANDO DE LUTA DA EDUCAÇÃO DE APARECIDA DE GOIÂNIA




segunda-feira, 25 de maio de 2020

ORIENTAÇÕES SANITÁRIAS CONTRA O CORONAVÍRUS

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia, com base nas orientações da OMS e no panfleto de Orientações Sanitárias elaborado pelo Comitê de Solidariedade Popular GO, elaborou um cartaz com ORIENTAÇÕES SANITÁRIAS CONTRA O CORONAVÍRUS que devem ser seguidas por todos para evitar a contaminação pelo vírus que trouxe inúmeras mudanças na rotina dos povos do mundo inteiro. 




segunda-feira, 11 de maio de 2020

11 DE MAIO, 98 ANOS DE APARECIDA DE GOIÂNIA!

Pela primeira vez, desde 2015,  o Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia não irá fazer sua calorosa intervenção no aniversário da cidade de Aparecida de Goiânia. 

Desde a greve do supracitado ano, essa tem sido uma tarefa pontual do Comando de Luta _ A intervenção feita durante o evento de comemoração no aniversário da cidade _ através de cartazes, faixas, palavras de ordem e panfletagem junto à população denunciamos os graves problemas enfrentados pela Educação em Aparecida de Goiânia. 

Esse ano não seria diferente, muitos problemas devem ser denunciados. Devido à pandemia, não faremos nosso ato, mas através dessa nota expressamos nosso descontentamento e, mais uma vez, denunciamos e repudiamos a postura da prefeitura e da SEMECT e o descaso com a educação destinada aos filhos/as dos/as trabalhadores/as.

Pautas há anos não atendidas continuam negligenciadas pelo prefeito Gustavo Mendanha (MDB) que insiste em não ouvir as  reivindicações dos/as trabalhadores/as, se esquivando e se escondendo atrás de secretários como da fazenda e da educação, deixando que a imagem desses se desgaste e a sua se mantenha intacta. 


O dinheiro para as demandas da educação está nos cofres da prefeitura desde janeiro de 2020 e não sobreveio nenhum aumento de despesa, já que não houve reajuste de piso, data-base, progressões e afins, direitos não atendidos que vêm se acumulando, ano após ano, sem nenhuma resposta concreta. 

Há quase 5 meses, o prefeito Gustavo Mendanha (MDB) está trabalhando com um cofre que recebeu 11% de reajuste (piso salarial) e não repassou aos trabalhadores/as.

Conta ainda com uma redução de despesas com educação, já que com a suspensão das aulas não houve gastos com água, energia, merenda e limpeza nos prédios das escolas, Emeis e Cmeis.

Os/as trabalhadores/as têm se desdobrado em aulas remotas, juntamente com as famílias dos/as alunos/as. Buscando se adaptar às novas diretrizes tecnológicas, dando plantão on-line quase que 24h/dia, usando aparelho e internet pagos de seus próprios bolsos, já que a prefeitura e a SEMECT não ofereceram nenhum subsídio aos/as professores/as. Pelo contrário, com a velha e caduca política do pão e circo, estão alardeando em redes sociais o sucesso (duvidoso) das aulas on-line.

Denunciamos, além disso, que servidores/as de uma empresa terceirizada contratada pela prefeitura, emergencialmente em 2019, tiveram seus contratos encerrados, no entanto continuaram prestando serviços à SEMECT sem nenhum pagamento por parte da prefeitura, que pagou à empresa somente até a vigência do contrato. 

Ademais, servidores/as de escolas estaduais que foram municipalizadas pela prefeitura também estão sem receber há meses, passando necessidades e constrangimentos e sem nenhuma garantia de recebimento dos dias trabalhados, além de estarem sendo pressionados/as, inclusive, a fazerem as aulas remotas. 

Mudou-se o gestor da pasta da educação, mas não a velha política.  A primeira ação equivocada da mesma sob o comando do novo secretário WANDERLAN RENOVATO foi anunciar a suspensão das dobras no apoio e da extensão de carga horária, antes mesmo de se apresentar à categoria, em meio à pandemia. Um verdadeiro absurdo! Horas depois,  ao receber várias críticas nas redes sociais de pais e profissionais, voltou atrás e deixou o "equívoco" cair nas costas de algum funcionário/a.


Essa pandemia veio muito a calhar para o Estado fazer o que sempre quis: reduzir salário dos servidores/as, deixar de pagar direitos. Estão com a faca e o queijo na mão. Já que o "isolamento social" de pessoas também impede protestos e manifestações.

Mas o Comando de Luta e os/as trabalhadores/as da educação não deixam de cumprir seu papel de denunciar e lutar pelos seus direitos. Prontamente, enviamos ofício solicitando reunião com o novo secretário de educação e estamos no aguardo da resposta. 

Repudiamos todas as ações desse velho estado e seus lacaios em cortar na carne do trabalhador para socorrer os cofres públicos. 

Repudiamos a postura do prefeito Gustavo Mendanha  e todos os políticos de plantão, que em nenhum momento reduziram verbas de seus gabinetes e nem os próprios salários. Estão sempre à espera de uma oportunidade se de promoverem às custas do sofrimento do povo.

Mais uma vez, o governo e seus lacaios mostram a que vieram. Explorando o povo ao máximo, reduzindo seu sustento e de sua família para não abrir mão de seus muitos privilégios.

LUTEMOS e reivindiquemos os nossos direitos há anos negligenciados.

RESISTIR E LUTAR EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE!

RESISTIR E LUTAR EM DEFESA DOS/AS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO!

PARABÉNS APARECIDA, A EDUCAÇÃO ESTÁ FALIDA!




domingo, 10 de maio de 2020

HOMENAGEM AS MÃES!

O Comando de Luta saúda a todas as mães, avós, madrastas e tias do povo que doam suas vidas diariamente à educação de seus filhos e filhas. 

Um viva todo especial a cada uma dessas guerreiras! 

Um viva para cada uma de nossas colaboradoras, filiadas e apoiadoras!

Feliz dia das mães! 


segunda-feira, 4 de maio de 2020

VIVA O 1º DE MAIO CLASSISTA E COMBATIVO!

O Comando de Luta de Aparecida de Goiânia saúda a todos e todas os Trabalhadores e Trabalhadoras do mundo pelo seu dia, saudamos a todos, mulheres e homens, do campo e da cidade, aos trabalhadores e trabalhadoras da educação que resistem todos os dias aos ataques promovidos pelos governos serviçais do imperialismo. Os trabalhadores e trabalhadoras são o que resta de bom nesse sistema podre e em decadência. Somos os produtores e produtoras de todas as riquezas e cabe a nós a construção da nova sociedade.

Vivemos em uma crise, que a cada dia se agrava mais, para salvar o lucro dos grandes burgueses e latifundiários lacaios do Imperialismo, principalmente Ianque, os governos tomam medidas antipovo, como: reforma do teto dos gastos públicos, corte de direitos trabalhistas e o não cumprimento dos que ainda restam, reforma previdenciária dentre outros.

Os trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo a cada dia desvelam o caráter de classe dos governos capitalistas, identificam seus verdadeiros inimigos e se unem cada vez mais, para se levantar de forma organizada contra toda opressão e exploração a que são submetidos. Os governos já não tem a legitimidade de antes, a massa já não aceita a exploração.

Aparecida de Goiânia não foge à essa regra, somente para os Trabalhadores e Trabalhadoras da educação falta o cumprimento de direitos a muito conquistados, como: Pagamento do Piso salarial dos/as professores/as, Data base dos/as administrativos/as, licenças há tempos não concedidas, progressões verticais e horizontais, sem contar as péssimas condições das escolas, que são inundadas por chuvas, que não comportam o excesso de alunos e com número de funcionários e funcionárias e materiais pedagógicos reduzidos.

Saudamos a todos Trabalhadores e Trabalhadoras, aos heróis e heroínas do povo que verteram seu sangue na luta contra toda exploração e na conquista de direitos nas jornadas de 1° de maio de 1886 tornando esse dia um marco histórico. Que possamos seguir seus exemplos, nos organizando e tomando pelas nossas mãos tudo o que é nosso.


VIVA O 1° DE MAIO!

VIVA OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DE TODO O MUNDO!




sexta-feira, 17 de abril de 2020

NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS/ÀS SERVIDORES/AS ADMINISTRATIVOS/AS DA EDUCAÇÃO DE APARECIDA

Em resposta à solicitação da Diretoria Executiva, a Assessoria Jurídica do Comando de Luta, os advogados da ABRAPO, esclarecem e informam o seguinte:

1) Da Possibilidade do Servidor Administrativo da Educação prestar serviço público na pasta da Secretaria Municipal da Saúde:

Em regra, não é possível que o servidor administrativo da educação prestar serviços em outra pasta, por força do art. 1º da Lei Complementar nº 095/2014 (Estatuto dos Servidores Administrativos da Educação). Vejamos:

Art. 1º - Esta Lei Complementar institui o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos Trabalhadores Administrativos da Secretaria de Educação, com lotação exclusiva na Secretaria Municipal de Educação, sob o regime do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Aparecida de Goiânia, e legislação complementar pertinente.

Porém, estamos vivendo uma situação excepcional, um estado de calamidade pública, uma pandemia global, ou seja, estamos em um momento onde é possível que o Município tem o poder de alterar a lotação dos servidores administrativos da educação para exercer função nas áreas da saúde, por exemplo.

Contudo, a referida alteração não pode ser "automática", feita por meio de um "telefonema", ou mesmo sem qualquer preparação destes servidores para a atuação nos hospitais e demais unidades de atendimento à saúde, afinal, o um hospital tem uma rotina de trabalho com especifidades bastante distintas de uma escola ou CMEI.

Ao alterar os servidores administrativos da educação para a pasta da Saúde, o Prefeito comete inúmeras ilegalidades.

1ª Ilegalidade: Ausência de Formalidade.

Ao convocar os servidores administrativos da educação para trabalhar na pasta da saúde, por meio de telefone, sem qualquer documento por escrito, é um erro grosseiro, pois, para uma alteração tão substancial do trabalho do Servidor Público, espera-se, no mínimo, a forma escrita!

Assim, na ausência de um documento escrito, a Prefeitura viola o art. 37 da Constituição Federal, violando o princípio da publicidade, pois é impossível que o ato administrativo, que altera a lotação do servidor da pasta da educação para a pasta da saúde, ser por meio de um telefonema.

2ª Ilegalidade: Do desrespeito ao Princípio do Devido Processo Legal.

Além da forma escrita, como já destacamos acima, a Administração Pública não pode realizar atos que altere a lotação do Servidor Público, ainda que escrito, sem observar as garantias individuais fundamentais do cidadão. Vejamos a Constituição:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;

O art. 1º da LC nº 95/2014 (Estatuto dos Servidores Administrativos da Educação), prevê:

Art. 1º - Esta Lei Complementar institui o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos Trabalhadores Administrativos da Secretaria de Educação, com lotação exclusiva na Secretaria Municipal de Educação, sob o regime do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Aparecida de Goiânia, e legislação complementar pertinente.

Ou seja, todo Servidor Administrativo da Educação de Aparecida de Goiânia tem lotação EXCLUSIVA na SEMECT. Não podendo ser alterada sua lotação para a pasta da Saúde sem um processo administrativo que assegure todas as garantias constitucionais do art. 5º, LIV e LV.

Portanto, pelo art. 5º, incisos LIV e LV, para que o Servidor Administrativo tenha sua lotação alterada, saindo das unidades escolares para os hospitais, é necessário que a prefeitura abra um processo administrativo demonstrando a real necessidade desta alteração, assegurando a ampla defesa e o contraditório do Servidor Público e a possibilidade de recursos desta decisão administrativa.

Porém, se a Prefeitura não respeita sequer a forma escrita para realizar tais alterações, pouco provável que exista qualquer processo administrativo apurando a real necessidade de que os trabalhadores administrativos da educação tenham que exercer funções nos hospitais.

3ª Ilegalidade: Da Necessidade de Avaliação pela Junta Médica na Alteração de Lotação.

O art. 19 da Lei Complementar nº 003/2001 obriga que a Prefeitura submeta o Servidor Público na Junta Médica para que este tome posse em local diverso do qual já exercia. Ora, os requisitos médicos para um profissional trabalhar nas escolas não são os mesmos para a atuação na linha de frente do COVID-19!

Afinal, maiores de 60 anos podem trabalhar nos hospitais? Servidores com diabetes, problemas cardíacos, ou com qualquer outra doença que os coloquem no grupo de risco podem trabalhar na linha de frente do COVID-19? Não! 

Ainda que a prefeitura abra um processo administrativo demonstrando a necessidade de alterar a lotação dos Servidores Administrativos da Educação para a pasta da Saúde, restaria ainda a necessidade de inspeção da junta médica para atestar que cada servidor com lotação alterada tem todas as condições de trabalhar na linha de frente no combate  ao COVID-19. Vejamos a Lei:

Lei Complementar nº 003/2001

Art. 19 - Só poderá ser empossado aquele que, em inspeção pela Junta Médica do Município, for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo.

Diante de todo exposto, a Assessoria Jurídica do Comando de Luta vê indícios de graves violações a direitos básicos dos Trabalhadores Administrativos da Educação. Recomendamos que procurem os advogados da ABRAPO para esclarecimentos sobre essa prática da Prefeitura e, se necessário, ingressar com medidas judiciais contra possíveis atos ilegais da Prefeitura.

Contatos:
Dr. Hugo - 99221-8598
Dr. Pedro - 99157-4690
Dr. Lucas - 99342-9347




segunda-feira, 13 de abril de 2020

NOTA SOBRE A POSSÍVEL CONVOCAÇÃO DOS ADMINISTRATIVOS DA EDUCAÇÃO PARA TRABALHAREM NA PASTA DA SAÚDE

O Comando de luta vem, através desta, se pronunciar a respeito de diversas denúncias recebidas nos últimos dias de servidores e servidoras administrativos/as da educação. 

De acordo com as denúncias, esses servidores e servidoras estão sendo convocados/as para trabalhar na pasta da saúde durante esse período de Pandemia, via telefone.

O Comando de Luta e os/as afetados/as com essa convocação, cobram da SEMECT uma explicação dos motivos desse ato e apresentem os documentos oficiais que justifiquem o mesmo.

E ainda, caso essa convocação tenha fundamento documental legítimo, que preparem e assegurem todos os EPIs e treinamento adequado necessários aos/as funcionários/as.

Solicitamos inclusive,  realização de triagem correta, pois muitos/as dos/as servidores/as administrativos/as são considerados/as do grupo de risco: idosos/as ou com comorbidades.

Esperamos um posicionamento da SEMECT, a respeito dessa situação extremamente delicada que tem causado desespero e pânico entre os/as servidores/as administrativos/as.