quinta-feira, 19 de novembro de 2020

NOTA EM REPÚDIO AO RETORNO PRESENCIAL DA AULAS AUTORIZADO PELA PREFEITURA DE APARECIDA DE GOIÂNIA - DECRETO 090/2020

NOTA EM REPÚDIO AO RETORNO PRESENCIAL DA AULAS AUTORIZADO PELA PREFEITURA DE APARECIDA DE GOIÂNIA - DECRETO 090/2020


No dia 12 de novembro de 2020, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia publicou, em suas redes sociais, a autorização das atividades presenciais nas unidades  de ensino públicas e privadas do município, de forma facultativa, para as instituições e alunos. A autorização  foi publicada no diário oficial de 11/11/2020 sob a portaria n° 090/2020. 


Ainda na manhã do dia 12/11/2020, no grupo de Whatsapp dos gestores da rede, uma servidora da SEMECT fez um comunicado dizendo que a orientação é continuar com as atividades educacionais não  presenciais e aguardar uma futura reunião  sobre o encerramento do ano letivo de 2020. Deixando a entender que as escolas municipais em Aparecida não seriam reabertas no corrente ano. 


No entanto, durante uma matéria em um  telejornal, no fim do dia, o Secretário  de Educação, Wanderlan Renovato, afirmou que irá fazer uma pesquisa com servidores e pais de alunos a respeito do retorno para depois se posicionar a respeito da autorização de funcionamento das escolas. Três informações distintas em um só dia, o que não é  nenhuma novidade na postura da SEMECT.


A portaria publicada usou dados sobre a Covid-19 no município e no estado de Goiás, ao qual mostrou uma queda significativa dos casos de contaminação e morte. O documento afirma que Aparecida de Goiânia apresenta "36% de ocupação de UTI" e queda no valor do RO (taxa de contágio) que está "entre 0,88 a 0,95 o que representa controle da pandemia" [sic]. 


Todavia, na segunda-feira (16/11/2020), um dia após as eleições municipais em todo país, outro telejornal mostrou alta de 59% no número de casos de covid-19 e mais de 30% em óbitos. O estado de Goiás, que apresentava queda por várias semanas, voltou a apresentar alta nos índices. 


O Comando de Luta reitera que o país apresenta hoje mais de 167 mil óbitos e os jornais internacionais têm noticiado diariamente "uma nova onda" de contaminação e mortes em países que antes apresentaram controle da doença e políticas sérias de combate à pandemia. Enquanto que, no Brasil, aconteceu o contrário, foram inúmeras denúncias de desvios de verba da saúde. Dias atrás, nosso município foi palco de denúncias de superfaturamento em testes para Covid.


Durante o período de suspensão de aulas presenciais e ensino remoto, em que todo o ônus ficou a cargo de professores e famílias de alunos, a SEMECT não se preparou para o retorno. Não estruturou as unidades escolares, nem mesmo para receber os 30% de alunos autorizados a voltar a frequentar as aulas. As escolas municipais e CMEIs não têm condições sanitárias  mínimas para receber os alunos e servidores em um possível retorno presencial. Não  há  equipamentos de EPIs nem para os servidores administrativos que têm comparecido presencialmente nas instituições, tais equipamentos, ficou a cargo de cada servidor.  Antes do possível retorno, outras soluções precisam ser encontradas, já que o déficit de funcionários administrativos, antes da pandemia, já provocava um caos na limpeza do ambiente e a partir de então será preciso um quadro de servidores ainda maior para sanitização das escolas visando a segurança de alunos, servidores e suas respectivas famílias. Não iremos aceitar que servidores e alunos sejam mandados para as escolas como gado ao matadouro.


Não nos negamos, de forma alguma, a voltar ao trabalho, mas exigimos o mínimo de condições para que possamos continuar com o trabalho de excelência que sempre prestamos aos filhos dos trabalhadores.  


Resistir e lutar por uma educação pública, gratuita e de qualidade! 

Resistir e lutar por condições mínimas de sanitização nas escolas!

Resistir e lutar por segurança sanitária para alunos e servidores dentro das escolas!




quarta-feira, 4 de novembro de 2020

DEBATE DA ABRAPO: A CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA PELA TERRA

A CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA PELA TERRA


O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia apoia a ABRAPO que convida a todas/os para participar de importante debate, organizado com o Observatório da Justiça Agrária, sobre A Criminalização da Luta pela Terra, que ocorrerá no dia 05/11 às 18 horas.


Debatedores: 

Prof. Dr. Carlos Frederico Marés de Souza Filho - PUC/PR e

Representante da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres.


Certificado de 3 horas extracurriculares.


Façam suas inscrições para receber o link do evento:

https://forms.gle/x1YhWapJyL427x1b9




sexta-feira, 30 de outubro de 2020

NOTA EM REPÚDIO AO NÃO PAGAMENTO DO RETROATIVO DOS/AS PROFESSORES/AS

NOTA EM REPÚDIO AO NÃO PAGAMENTO DO RETROATIVO DOS/AS PROFESSORES/AS


O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia vem a público se posicionar contra a atitude vergonhosa do Prefeito Gustavo Mendanha em se negar a pagar o retroativo dos/as Professores/as.


Em primeiro lugar é importante salientar que o Piso Nacional  do Magistério é uma lei federal e deveria ser pago em sua data correta, mês de janeiro. A verba para esse pagamento é parte do FUNDEB e é um direito dos trabalhadores da educação. 


Desde 2015 a gestão do MDB, com seu antecessor, Maguito Vilela vem traindo os trabalhadores da educação e deixando de cumprir com os direitos. Todos os anos os/as servidores/as têm que lutar por direitos, inclusive o piso, através  de greves e manifestações, pois NUNCA é pago na data correta (e quando paga é por decisão judicial)  gerando os tais retroativos.


Quando o prefeito Gustavo Mendanha se propõe a pagar, não é por ser bonzinho, mas por politicagem eleitoreira, para se promover, com algo que é nosso por direito.


O pagamento do retroativo do Piso de 2020 foi anunciado por ele no dia 14 de agosto, gerando expectativa em toda a categoria que, após esse anúncio, fez compromisso com o dinheiro confiando em sua palavra. No início de outubro (às vésperas das eleições) foi anunciado que, em acordo judicial, o pagamento aconteceria de forma parcelada, sendo a primeira parcela depositada no dia 15 de outubro "Em homenagem ao dia do professor" , e a última em dezembro de 2020.


Mas nesse mesmo mês, a Procuradoria Geral do Município entrou na justiça recorrendo da decisão, suspendendo esse pagamento.


O prefeito Gustavo Mendanha alega que, por estarmos em período eleitoral, a lei veta o município de conceder quaisquer tipos de aumentos ou reposições salariais. E por isso, não poderá cumprir o acordo.  Sabemos que o Prefeito é um político de longa data, já passou por outro mandato  como vereador, conhece muito bem os trâmites legais de um processo eleitoral. A pergunta que fica é: Por que não pagou com antecedência, se ele já sabia que seria impedido de pagar nessa data? A resposta, não é outra: porque não quis! Se quisesse pagar mesmo, depositava antes desse impedimento legal. Traiu os Professores, tirando-lhes o que lhes é de direito.


Além disso, os servidores administrativos, até hoje não tiveram reajuste da data base que deveria ter sido paga em maio. Desde muito tempo não se paga progressões horizontais e verticais. Licenças não são concedidas, entre tantos outros direitos que estão sendo usurpados durante a gestão MDB no município.


Tudo isso demonstra a falta de compromisso desses políticos com a educação, demonstra mais uma vez a velha prática da propaganda demagógica de promessas nunca cumpridas. 


Nós servidores/as precisamos nos unir na luta e não depositar nossa carreira e a qualidade da educação do povo nas mãos de político nenhum.


Tudo que conseguimos até hoje foi com muita luta!


Avante!



quinta-feira, 29 de outubro de 2020

NOTA EM HOMENAGEM AOS(ÀS) SERVIDORES(AS) PÚBLICOS (AS)


NOTA EM HOMENAGEM AOS(ÀS) SERVIDORES(AS) PÚBLICOS (AS)


O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia vem homenagear os servidores públicos desse país pelos serviços prestados aos cidadãos brasileiros. 


Nos últimos anos, uma ideia de descredibilidade do serviço público e do servidor tem sido produzida na cabeça das pessoas, colocando esses servidores como privilegiados em relação aos demais trabalhadores e com isso causando ainda mais uma divisão dentro da classe trabalhadora.


Na verdade, o servidor público, em sua grande maioria, não tem nada de privilegiado, acorda cedo e trabalha o dia todo assim como todos os trabalhadores pobres, pagam energia, água, transporte, aluguel e etc com o suor de seu trabalho. Com exceção dos servidores de alto escalão, que não atendem de fato a população e detém sim, muitos privilégios como auxílio moradia, auxílio gabinete, auxílio creche, inclusive para filhos adultos, etc. 


Esses últimos nunca são incluídos nas famigeradas reformas da morte implantadas por esses governos de turno ao longo de décadas. Quais foram os trabalhadores de fato afetados pela reforma da previdência? Quem serão os trabalhadores  incluídos na reforma administrativa que está aí para acabar com o funcionalismo público e deixar os serviços nas mãos dos políticos e seus cabos eleitorais? Isso mesmo! Seremos nós, os servidores que estamos diariamente nas escolas, nos hospitais e em outras repartições prestando atendimento ao cidadão. 


O Comando de Luta se  coloca  ao lado desses servidores e da população em geral que não pode admitir mais um ataque aos direitos básicos do trabalhador, o extermínio do serviço público por esses governantes sanguessugas sem compromisso algum com o povo pobre de nosso país.


Nos colocamos ao lado do povo e conclamamos à classe trabalhadora a lutar contra mais essa reforma que, como as outras, só beneficiam os banqueiros, os monopólios de empresas e o latifúndio deixando os trabalhadores refém da fome, da miséria e da opressão.


LUTEMOS!







quarta-feira, 14 de outubro de 2020

NOTA DE REPÚDIO AO ATAQUE DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO AOS PROFESSORES

NOTA DE REPÚDIO AO ATAQUE DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO AOS PROFESSORES


O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia vem através desta manifestar seu total repúdio ao ataque do Presidente Jair Messias Bolsonaro no último 17 de setembro aos professores, fazendo graves e infundadas acusações.


O Presidente e os generais, que de fato estão comandando o país, ignoram completamente o nosso cenário mundial e nacional. Enfrentamos uma Pandemia há sete meses, perdemos até agora 151 mil vidas só no Brasil, que é o segundo país com mais vítimas no mundo. 


Se os governantes mantiveram as escolas fechadas até agora, não é por preocupação com a saúde de estudantes, famílias ou trabalhadores/as, e sim para impedir a convulsão social que certamente explodiria. Sabem que a escola pública é um espaço de resistência e combate contra todos os ataques aos direitos dos trabalhadores/as e ao povo.


Bolsonaro, em uma LIVE, ataca os professores dizendo “Para eles tá bom ficar em casa, por dois motivos: primeiro eles ficam em casa e não trabalham, por outro colaboram que a garotada não aprenda mais coisas, não volte a se instruir”, com essas palavras percebemos claramente a intenção política desse sujeito de colocar alunos e pais contra os professores. Essa falsa acusação feita aos trabalhadores/as da educação é a expressão da aversão que esse governo do presidente Jair Bolsonaro, tutelado pelos generais, possue pelo povo e pelas massas trabalhadoras.


Nós trabalhadores/as da educação nos preocupamos com o verdadeiro aprendizado dos nossos alunos,  nunca deixamos de trabalhar, desde o início da pandemia estamos atendendo nossas crianças, adolescentes, estudantes de forma remota, e fazendo atendimentos nas instituições de ensino de forma presencial, nos desdobramos para conciliar as tarefas domésticas, filhos e docência virtual, tirando de nosso próprio bolso (há muito tempo desfalcado) para custear todas as despesas desse trabalho, que são muitas.


Entendemos que a volta às aulas é uma necessidade do povo e um direito dos nossos alunos/as, jamais fechamos os olhos para isso. O que não aceitamos é que as escolas reabram sem as condições sanitárias necessárias, o povo não deve ser tratado como gado indo para o matadouro.


Em contrapartida, o que Bolsonaro, os generais e os governos estão fazendo de efetivo para sanar essa situação? Roubando descaradamente o dinheiro que deveria ser investido nas nossas escolas, desviando dinheiro do combate ao Coronavírus, superfaturando compra de EPIs e aparelhos respiratórios, cortando e congelando orçamentos com a velha politica de sucatear para privatizar, assim como fazem com todos os direitos do povo. Nossa resposta é a seguinte: Vagabundos e sanguessugas são eles que vivem às custas do sangue e suor do povo trabalhador!


EXIGIMOS RESPEITO AO TRABALHADOR!




segunda-feira, 21 de setembro de 2020

NÃO VALIDAÇÃO DO ANO LETIVO! PELO DIREITO DAS CRIANÇAS DE ESTUDAR E APRENDER!


O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia vem a público se pronunciar em relação ao ofício enviado pela SEMECT no dia 02 de setembro para as instituições de ensino vinculadas à rede municipal informando sobre as avaliações deste ano letivo.  


Pela leitura do documento, percebemos que não haverá retenção de aluno na série, mesmo àqueles que não puderam participar do REANP.  


Sabemos que muitos alunos não tiveram a oportunidade de participar devido a diversas peculiaridades, dentre elas a falta de internet e aparelhos adequados e a volta ao trabalho de seus responsáveis. Será que a aprovação compulsória desses alunos é mesmo a melhor saída para este momento? 


A educação pública vem sofrendo, paulatinamente, um processo de sucateamento e qualquer conquista que temos é devido à luta e ao trabalho de uma categoria comprometida com uma verdadeira educação de qualidade.  


E pensando no desenvolvimento cognitivo real e efetivo dos estudantes,  não podemos concordar com a ideia de que neste ano houve aprendizagem significativa, que as aulas remotas obtiveram qualidade adequada e que cumpriram o currículo mínimo exigido na educação básica, pois o espaço da escola e as relações que acontecem lá são primordiais para o aprendizado, como já lemos em Vigotsky.  


Assim, nem mesmo aqueles alunos que participaram efetivamente das aulas, em tempo real nos grupos não poderiam ser “aprovados” para a série seguinte. 


A melhor solução para esta situação, a maneira mais justa e honesta com todos os alunos seria a não validação do ano letivo. Mas aí vem os questionamentos: “Eu trabalhei em vão?” “Eu trabalhei mais do que no presencial!” “Os alunos irão ficar atrasados”? 


Para responder a isso, temos que entender a importância do nosso trabalho, pois por mais que se possamos contabilizar avanços de alguns alunos, nós trabalhamos para o coletivo e temos que atender a todos os alunos em sala, e mesmo trabalhando remotamente, atendendo até fora do nosso horário real de trabalho, não conseguimos atender de forma individualizada aos alunos como é feito em sala.  


Trabalhamos sim, exaustivamente nesse período, e recebemos nossos salários para tal, e todo nosso esforço ajudou aqueles alunos que tiveram a oportunidade de participar com tarefas e brincadeiras. Portanto, nosso trabalho não foi em vão, mas é preciso admitir que esse formato não é o suficiente para alcançar os objetivos de aprendizagem. 


E aquele aluno que em 2020 esteve no 1º ano, será que em 2021 ele estará apto com os conteúdos do 2º ano? Temos que lembrar que já estamos em fase de implementação da BNCC e, por isso, temos que seguir as habilidades de cada etapa. 


A saída mais justa é permanecer com esse aluno no 1º ano e trabalhar todo 2021 assim. E isso não pode ser encarado como perda e sim, como mais um ano, mais uma oportunidade que ele terá para aprender e consolidar os conteúdos mínimos exigidos além da maturidade.   


Em relação à Educação Infantil enquanto espaço de aprendizagens e desenvolvimento guiadas através da interação e brincadeira por meio de ações pedagógicas intencionais, baseada em fases de desenvolvimento. Considerando a falta de universalização da oferta mesmo após obrigatoriedade, entendemos que infelizmente, não há como se reparar ou recuperar as vivências não realizadas nesse ano e defendemos o avanço, num possível retorno presendical com vacina de acordo com a faixa etária correspondente à idade.   


Os alunos de escolas particulares e classes mais abastadas têm a oportunidade de ter aulas extras, reforço. E nossos alunos, filhos da classe trabalhadora, terão as mesmas oportunidades ou irão levar as dificuldades desse ano para as demais etapas escolares? 


Pensando nessas indagações, temos que lutar pela valorização de nosso trabalho, que é feito em excelência presencialmente e também lutar pela educação pública e de qualidade, pelo direito de estudar e aprender dos filhos e filhas do povo, pois só por meio dela poderemos diminuir a enorme desigualdade social deste país. 


Vem aí a mais uma famigerada reforma administrativa, que colocará mais uma vez a corda no pescoço do trabalhador, do servidor público. Seremos cobrados por “produtividade”, por resultados. Como serão os resultados dos índices educacionais em 2021 dessas crianças que não tiveram acesso a todos os conteúdos mínimos? O que será feito do professor que atenderá uma sala de 4º ano, por exemplo, em que os alunos no 3º (em 2020) não tiveram acesso a todas as habilidades exigidas nessa etapa da educação? 


Precisamos refletir sobre toda a situação política que permeia a educação, estudar e mobilizar para a grande batalha que está por vir. 


LUTEMOS!!!



quarta-feira, 2 de setembro de 2020

CANCELAMENTO DO ATO

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia informa que, por motivo de força maior, o ato previsto para essa manhã de quarta-feira está CANCELADO. 


Pedimos desculpas pelo imprevisto e reiteramos que continuamos firmes e vigilantes na luta em defesa da educação. 


Em breve marcaremos outros. Fique ligado(a), participe de nossas atividades.